Eu já deixei de estar presente pra tanta coisa. Já deixei de vivenciar
tantas experiências, de compartilhar tantos momentos, de permanecer na
vida de tanta gente. Sabe, essa coisa de auto sabotagem que eu tanto tenho comigo.
Essa coisas que me fez deixar de aproveitar o que tem de bom ao meu
redor por sentir que não sou capaz de manter, e sendo assim, melhor nem
experimentar. Por sentir que não mereço aquilo tudo pra mim. Essa coisa de achar que mereço tão pouco.
E sabe, no fundo, não é assim. Por trás dessa lente distorcida que eu usei tanto tempo, não é assim. Eu não sou tão pouco quanto por tanto tempo me fiz acreditar.
O meu reflexo no espelho não é aquele. Eu não sou essa pessoa. Eu não
sou tão descartável assim. E eu sinceramente não quero mais ocupar uma
posição que não pertence a mim.
Falamos tanto sobre sair do molde que a sociedade nos coloca que
acabamos tantas vezes nos podando num molde que nós mesmos construímos.
Um molde que nos corta naquilo que achamos que merecemos. Naquilo que
nossas inseguranças, medos e receios nos fazem acreditar que somos.
Mas nós não somos. Não somos pouco. Não cabemos em uma simples
forma ou numa pequena descrição. Não cabemos nesses limites que nos
colocamos a toda hora por medo de acreditar no que queremos, no que
sonhamos, no que de fato somos.
Nós somos mais. E merecemos mais. Eu sou mais. E demorei tanto tempo pra perceber isso. Pra perceber que eu mereço sim as coisas boas que acontecem na minha vida.
As portas abertas e as vistas lindas das janelas. Eu mereço coisas boas
também. E eu mereço aproveitá-las. Vivê-las. Eu mereço ter esses bons
momentos e guardar cada boa recordação que estão aqui, pertinho de mim,
esperando que eu acorde e perceba que posso sim vivê-los.
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